Haverá lugar mais seguro no mundo, do que os braços de meu pai?
Haverá abraço mais forte, presença mais certa, do que a certeza de meu pai?
Depois
de partir tantas vezes, depois de lutar tantas vezes, haverá outro lar
para onde eu possa voltar, senão para a mansão do coração de meu pai?
Haverá professor mais dedicado, médico mais experiente, conselheiro mais sábio do que esse?
Haverá olhos mais zelosos, ouvidos mais atentos, lágrimas mais sentidas, sorrisos mais serenos do que os dele?
Existirá
mais alguém no mundo que lute por mim como ele? Que se esqueça de suas
necessidades pensando nas minhas? Que esteja lá, em qualquer lugar, a
qualquer hora, por seu filho?
Existirá
mais alguém no mundo que renuncie a seus sonhos pessoais por mim, e que
chegue até a tornar os meus sonhares os seus próprios, por muito me
amar, e por muito querer me ver feliz? Existirá alguém?
Raros
são os corações como o dele. Raros como a chuva durante a estiagem.
Raros como o sol nas noites eternas dos polos terrenos.