Nos
primeiros tempos apostólicos, conta-se que, dentre os discípulos, Tadeu
era dos comentaristas mais inflamados, no culto da Boa Nova.
Certa feita, na casa de Pedro, ele se entusiasmou na reunião.
Relacionou os imperativos da felicidade e clamou contra os dominadores de Roma e contra os rabinos do Sinédrio.
Tocado de indisfarçável revolta, dissertou longamente sobre a discórdia e o sofrimento reinantes no povo.
Situou a causa de tudo isso nas deficiências políticas da época.
Depois que o discípulo muito falou, Jesus lhe indagou:
Tadeu, como você interpreta a felicidade?
A resposta foi:
Senhor, a felicidade é a paz de todos.
O Cristo então lhe perguntou como ele se sentiria realmente feliz.
O Apóstolo inicialmente se sentiu acanhado, mas logo começou a falar.
Disse que atingiria a tranquilidade se pudesse alcançar a compreensão dos outros.
Para isso, desejava que o próximo não lhe desprezasse as intenções nobres e puras.
Admitia que, por vezes, errava.